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Transitar do ensino presencial para o remoto: quais são os desafios?

Escrito por João Borges, CEO DreamShaper

Transitar do ensino presencial para o remoto: quais são os desafios?

Após o encerramento forçado das instituições de ensino devido à pandemia de coronavírus, professores e alunos estão transitando do ensino presencial para modelos de ensino remoto no mundo inteiro.

Foi uma mudança muito rápida e necessária, que deixou transparecer que muitas instituições de ensino não estavam preparadas – boa parte delas ainda não dispõe de sistemas robustos de ensino digital, e a grande maioria não tem professores e alunos proficientes neste tipo de sistema e de experiência de ensino-aprendizagem.

O modelo mais natural foi a migração para um formato de ensino tradicional mas ‘virtualizado’, em que os professores estão utilizando plataformas virtuais para transmitir o conteúdo, interagir e avaliar a aquisição de conhecimento dos alunos.

Para ajudar as escolas neste desafio, empresas como a Google, Microsoft, Blackboard e outras já disponibilizaram gratuitamente algumas das suas ferramentas e recursos, que serão excelentes armas para manter o sistema de ensino em funcionamento. Mas serão suficientes para manter durante o segundo semestre? Acreditamos que não.

Virtualizar o modelo tradicional trouxe vários desafios, desde a dificuldade de adaptação dos professores às plataformas digitais, pois muito poucos ‘dominam’ este tipo de ferramenta, até à desmotivação generalizada dos alunos, que em vários casos entraram num mindset de férias e de pouco comprometimento.

É difícil prover uma experiência que motive ambos, que mantenha os alunos envolvidos e que garanta o mais importante: a sua aprendizagem e desenvolvimento de competências. Sendo esta uma situação sem prazo definido e que pode inclusive durar vários meses, no Ensino Superior com a Portaria 544 do MEC assegurando a possibilidade de manter o ensino digital até o final de 2020, torna-se urgente pensar em formas de agregar valor à experiência remota de ensino-aprendizagem.

É necessário trabalhar com metodologias ativas que vão ao encontro das motivações dos alunos, propondo novas formas de aprender e temas que os conectem com o mundo, a atualidade e a sua vida dentro e fora da instituição de ensino. Por outro lado, será fundamental garantir a autonomia dos alunos nesse processo.

Essa autonomia dará motivação e responsabilidade, e menos necessidade de orientação metodológica e acompanhamento constante por parte do professor, o que libertará tempo para este último se focar no grande desafio de adaptação que está enfrentando.

Por fim, e especialmente nas instituições de ensino básico, é necessário envolver os pais, para que auxiliem os seus filhos neste processo e (re)conheçam este modelo de aprendizagem a distância que eles próprios nunca experienciaram.

Acreditamos então que, para além dos sistemas de ensino virtual tradicionais, as instituições de ensino terão que adicionar uma segunda camada de soluções, que sejam capazes de oferecer propostas de trabalho mais diretas ao aluno e com menos carga no professor.

Plataformas intuitivas que guiem os alunos e lhes permitam liderar parte do seu processo de aprendizagem, escolhendo como e o que aprender, mas que ao mesmo tempo permitam aos professores acompanhar e contribuir também de forma simples, intuitiva e descomplicada.

O momento é desafiador, encontrar soluções é urgente e a educação não pode parar. Estamos empenhados em fazer parte da solução!


Este texto foi escrito por João Borges, CEO da DreamShaper, e foi publicado originalmente no blog deles. A DreamShaper é uma empresa parceira do iScholar e oferece uma ferramenta online de Aprendizagem Baseada em Projeto que guia os alunos por experiências de aprendizagem práticas e motivadoras. Ao construir projetos, os alunos aprendem de forma autônoma e protagonista mas com todo o suporte e orientação dos seus professores.